Pão e Cerveja

MAPA analisa mais de 100 marcas de cerveja artesanal do Brasil e estrangeiras

Câmara Setorial da Cerveja se reúne para buscar formas de transmitir segurança e tranquilidade ao consumidor de cervejas artesanais

Reunião da Câmara Setorial da Cerveja

MAPA garante que cervejas artesanais estão livres de etilenoglicol. A afirmação foi apresentada em reunião extraordinária da Câmara Setorial da Cerveja, realizada na sede da FIEMG, em Belo Horizonte, nessa 4a feira.

Câmara Setorial da Cerveja faz reunião em BH para discutir medidas após caso Backer
MAPA apresenta resultado de análises em mais de 100 cervejas artesanais/ Foto: Gustavo Alves

A reunião foi organizada especialmente para discutir os casos de contaminação por etilenoglicol registrados em dezenas de lotes da cervejaria Backer. Com a presença de representantes de toda a cadeia produtiva de cerveja em Minas Gerais, o encontro foi convocado pelo presidente da entidade, Carlo Lapolli, também presidente da Abracerva – Associação Brasileira de Cerveja Artesanal.

Casos restritos de contaminação

Representantes do Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento puderam apresentar os resultados das pesquisas feitas nas amostras colhidas na fábrica da Backer e reafirmaram que os casos de contaminação são restritos à cervejaria mineira.

De acordo com os técnicos do MAPA, por segurança e precaução, foram analisadas mais de 100 amostras de cervejas artesanais brasileiras e importadas, de marcas diferentes, para que se fizesse um comparativo entre elas. Nenhuma, afirma o MAPA, apresentou sequer traço de presença da substância química etilenoglicol.

” O mais importante é que ficou esclarecido que a crise é restrita à Cervejaria Backer, nós não temos hoje problemas de qualidade com as cervejas brasileiras, sejam elas industriais, com marcas grandes, ou sejam artesanais”, ressalta Carlo Lapolli.

O presidente da Câmara Setorial complementa – ” o próprio Ministério da Agricultura fez uma análise em mais de 100 rótulos de cerveja disponíveis no mercado de Minas Gerais, de cervejarias grandes, passando pelas artesanais, até a importadas, e desses 100 rótulos nenhum teve qualquer tipo de contaminação por etilenoglicol. Isso mostra que o caso é completamente isolado, trazendo segurança ao consumidor brasileiro.

Lições ao setor de cervejas artesanais

Para Carlo Lapolli, é claro que, mesmo tendo sido isolado, o caso Backer deixa algumas lições ao setor: por lidar com um produto alimentício, é preciso ter responsabilidade ao se colocar qualquer cerveja no mercado, garantindo a segurança alimentar do consumidor.

O recado do presidente da Abracerva é que todas as cervejarias revejam seus processos de controle de qualidade, de equipamentos, de avaliação dos fornecedores.

A associação se compromete a fomentar um plano de gestão de qualidade para pequenas cervejarias, de forma a não impactar em custos extras.

Tranquilidade é a missão

Após deliberações sobre a reunião extraordinária realizada em Belo Horizonte, a Câmara Setorial da Cerveja vai emitir uma recomendação formal para banir o etilenoglicol do processo de resfriamento nas cervejarias brasileiras.

A entidade também vai recomendar às cervejarias que reforcem seus parâmetros de segurança e de treinamento dos operadores de fábrica. ” Tudo isso com a intenção de trazer tranquilidade ao mercado. Essa é nossa missão agora” conclui Lapolli.

Mais de 100 cervejas artesanais do mercado livres de etilenoglicol, revela MAPA em reunião da Câmara Setorial da Cerveja
Reunião da Câmara Setorial da Cerveja reuniu representantes de toda a cadeia produtiva cervejeira de MG/ Foto: Gustavo Alves

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