Pão e Cerveja

Cervejas com lactose, todos gostam ou é onda passageira?

Com tantas opções e novidades em cerveja no mercado fica difícil saber o que veio para ficar e o que é apenas onda passageira. Cervejas com lactose estariam em qual classificação?

Uma cerveja contaminada por bactérias não oferece risco à saúde

As cervejas com lactose, especificamente Stouts, como bem explica o livro The Oxford Companion to Beer, embora já fossem produzidas no Reino Unido no século XIX, ganharam força mesmo após a Segunda Guerra Mundial. Nesse período elas eram consumidas como suplemento alimentar para atletas e mães no período de amamentação. Até então eram chamadas de Milk Stouts, nome retirado dos rótulos, por ordem do governo britânico, porque causava confusão por não conter leite, apenas o açúcar presente no alimento. A lactose é um açúcar não fermentável, então sua função na cerveja é deixar o corpo cremoso e como consequência adoçar o sabor. E é aí que começa  meu problema com ela… Será que só eu acho as cervejas com lactose muito enjoativas?

Cerveja com consistência

Desde 2015 começou uma onda de se produzir IPAs com lactose, as chamadas Milkshake IPAs, na esteira das  Smoothie IPA,  da norte-americana Tired Hands Brewing Company e da sueca Omnipollo. Entendo o conceito de trazer mais textura ao estilo, mais consistência ao copo, fazendo um cruzamento de sabores entre cerveja e milkshake. Como conceito acho excelente. Como sabor, já não gosto muito. Mas, ressalto que paladar é pessoal, não tem como julgar esse quesito. Cada um gosta daquilo que lhe agrada.

Doçura que enjoa

Tenho encontrado alguns exemplos interessantes de cervejas que carregam lactose, mas ao me servir de um copo, mesmo gostando ao primeiro gole, acabo deixando-o pela metade. A doçura me enjoa e a consistência me empanzina, sensações que não se espera muito ao optar por tomar uma cerveja. Pergunto: no caso das IPAs – não são para ser amargas? Por que deixá-las doces? Com tanto estilo de baixo amargor, precisa mesmo mexer tanto assim no perfil delas?

Outras questões:
  • Quem compra on tap um exemplar de cerveja com lactose, repete a dose?
  • Quem compra uma lata ou garrafa, volta para comprar mais?
  • Quem tem intolerância à lactose deve evitar esse tipo de cerveja?

Que fique claro, não está aqui nenhuma crítica aos inúmeros rótulos existentes, não só nacionais como vindos de fora. Realmente é apenas uma confissão de gosto, de preferência e uma curiosidade em entender se estamos diante de uma tendência de consumo.

Esse tipo de cerveja veio mesmo para ficar ou será substituído pela próxima moda?

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** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

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